Caso Pesseghini – Um Amityville brasileiro ou um crime premeditado?

No dia 5 de Agosto de 2013, na zona norte de São Paulo, ocorreu um crime pra lá de estranho. Supostamente, um menino de 13 anos assassinou o pai, a mãe, a avó, a tia-avó e se suicidou posteriormente.

Marcelo Pesseghini era filho de dois policiais militares, sendo que o pai era sargento da ROTA.

O caso

Segundo a polícia, Marcelinho assassinou sua família de madrugada utilizando a arma da mãe. Após cometer o crime, pegou o carro do pai e se dirigiu até uma rua próxima a seu colégio e dormiu dentro do carro até a hora de ir para a aula.

Já na classe, Marcelinho supostamente falou para seus colegas que havia matado seus pais, o que não foi levado a sério por nenhum de seus amigos. 

Ao terminar a aula, Marcelinho pediu carona ao pai de um de seus colegas para regressar para sua casa. Mas antes de partirem, o garoto foi até o carro de seu pai, pegou um objeto, colocou na mochila e então entrou no carro do pai deste colega. 

Chegando em casa, no mesmo local onde cometera os assassinatos, Marcelinho tirou a própria vida com a mesma arma utilizada para matar sua família.

Após muitas investigações, a justiça chega à conclusão de que Marcelinho é culpado. As principais justificativas para este veredito é que, após uma análise psiquiátrica (de facebook, só pode…), Marcelinho sofria de uma doença chamada encefalopatia hipóxica (falta de oxigenação no cérebro que faz com que a pessoa desenvolva ideias delirantes), e claro,  como não pode faltar em análises psiquiátricas, sofria influências de jogos violentos. Adivinhem o jogo…

Achou que era GTA, né? Pois errou!

O psiquiatra que “analisou” o caso acabou colocando a culpa no jogo Assassin’s Creed, pois segundo ele, Marcelinho queria ser um “Justiceiro” igual ao personagem do jogo (por favor, né…).

Controvérsias

  • Os avós paternos de Marcelinho não foram chamados para depor. Posteriormente eles informam à mídia que Marcelinho não sabia dirigir e nem atirar.
  • O registro das ligações do pai de Marcelinho foi adulterado (menino esperto, pensou até nisso).
  • Parecer psiquiátrico encomendado a um profissional externo mesmo havendo psiquiatras forenses no IML (quiseram pagar barato pelo laudo forjado. Aí vai o cara e coloca a culpa num jogo de vídeo game).
  • Laudo psiquiátrico realizado sem que familiares dessem informações sobre a vida de Marcelinho (como eu disse, análise psiquiátrica feita por facebook).
  • Apesar da médica que acompanhava o garoto desde pequeno informar que ele não possuía nenhum desvio comportamental, o depoimento dela não foi levado em consideração.
  • Imagens de segurança foram ignoradas pelo delegado. Ao que tudo indica, Marcelinho não estava sozinho no carro do pai quando “dirigiu” até a escola. Um vulto foi avistado nas imagens das câmeras de segurança (será que foi um fantasma? o.O).
  • A mãe de Marcelinho teria denunciado policiais envolvidos em roubo de caixas eletrônicos (tá esquentando!).
  • A mãe foi encontrada em posição de rendição quando os corpos foram achados (certeza que ela decidiu se ajoelhar para que o filho atirasse tranquilamente).
  • O laudo da perícia conclui que o dedo de Marcelinho não estava encostado no gatilho (quebre este dedo com o poder de sua mente…).

Semelhança com o caso de Amityville

Se você ainda não conhece o caso real de Amityville clique aqui para ver antes de continuar a leitura deste artigo.

Só existem duas explicações coerentes para esta história tão trágica:

1. Marcelinho foi possuído e manipulado pelo mesmo espírito maligno que acometeu a vida e a família de Defeo.
Para um adolescente de 13 anos, do porte de Marcelinho, conseguir pegar a arma da mãe, render um sargento da Rota, uma cabo da Polícia Militar, forçar que sua mãe ficasse em posição de rendição e assassinar 4 membros de sua família, ou o garoto era tipo uma menina do filme A Órfã ou estava realmente possuído. Como Defeo acabou desmentindo que havia ouvido vozes que o mandaram assassinar sua família, acredito que a explicação seguinte faça mais sentido.

2. O assassinato desta família provavelmente foi uma encomenda. 

A mãe de Marcelinho havia denunciado alguns policiais que supostamente estariam roubando caixas eletrônicos;
Um vulto foi avistado nas imagens das câmeras de segurança dentro do carro com Marcelinho;
Houve contratação de um psiquiatra sem necessidade;
Ignoraram diversas provas e testemunhas;
A perícia informa que não foi Marcelinho quem atirou;
A justiça se nega a reabrir o caso.

Conclusão

Não é necessário ser muito inteligente e nem passar 6 anos numa faculdade para ter quase que certeza de que um jogo de vídeo game (principalmente Assassin’s Creed) não é capaz de dar tanto inspiração quanto ódio suficiente para um garoto de 13 anos assassinar sua própria família a sangue frio.

A não ser que o garoto realmente estivesse possuído por um demônio (ou fosse um psicopata), a única explicação é vingança, e definitivamente essa é a resposta que mais faz sentido aqui.

Esta é uma postagem que foge um pouco do tema do blog, mas acho interessante que se deva ter um mínimo de atenção, pois este é o nosso país, e todos os dias corremos os mesmos riscos que a família do Marcelinho enfrentou. Somos reféns da nossa própria justiça!

     

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