Espíritos na sala de recuperação

 

Olá pessoal, este relato é a continuação do “Espírito da sala de raio-x”.

Relato de Cláudio. Interior de São Paulo.

Se você ainda não leu o relato anterior, clique aqui para ler.

Após alguns dias trabalhando neste hospital, decidiram colocar minha tia para trabalhar no período noturno. Seu turno iniciaria por volta de 22h30 e encerraria aproximadamente 6h da manhã.

Nos primeiros dias, com os primeiros casos presenciados por ela, ela disse que sentiu medo, mas que com o passar do tempo você acaba se acostumando com o que vê e ouve.

Logo no primeiro dia ela disse que ficou sozinha na recepção. Havia apenas um segurança, mas que ele não era muito comunicativo.

Ela estava trabalhando próxima de algumas salas de repouso, que só funcionavam durante o dia. 

Já era madrugada quando ela ouve a porta de uma dessas salas de repouso bater. Ela avisou o segurança e os dois foram checar o que era. Possivelmente era algum funcionário que ficava nos andares de cima. 

Ao chegarem na sala, nada enxergaram. Entretanto, após alguns segundos, começaram a ouvir um choro de criança. Ao ir até o local de onde vinha o choro, não viram nada. Saíram da sala pálidos. O segurança que não era nada comunicativo começou a arranjar assunto só para não ter que ficar sozinho.

No dia seguinte, ao chegar no hospital, ela informou a uma colega o que havia visto, o que não a impressionou, pois disse que já tinha ouvido e visto coisas quando era do terceiro turno também.

Novamente, madrugada, apenas ela e o segurança, agora mais comunicativo do que nunca. Desta vez foi pior, não apenas ouviram, mas viram um paciente passar com aquelas camisolas de hospitais e entrar na mesma sala ao qual ouviram o choro da criança. O segurança ao ver isso, gritou para o paciente falando que ele não poderia entrar lá e foi atrás do rapaz. 

Poucos segundos depois, ele retorna, mais pálido do que da outra vez. Não havia ninguém dentro da sala novamente. Olhando assustado para minha tia, com a porta da sala logo atrás dele, eles ouvem um grito vindo de dentro da sala, seguindo com a porta batendo com força atrás dele. 

Depois desse dia o segurança pediu para mudarem ele de turno. Minha tia continuou trabalhando neste mesmo horário. Diz que já se “acostumou” com os casos que acontecem de madrugada. São raros os dias que não ouvem e nem vêem nada naquele hospital.

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