A verdadeira história de Amityville

 

Olá, meus amigos assustados e fascinados pelo terror. Hoje vou contar para vocês a verdadeira história que deu origem a diversos filmes e livros sobre uma casa situada na Ocean Avenue, 112 Long Island-NY.

Ai, Marcos, de novo essa história??? Já tem tantas por aí.

É isso mesmo, de novo rs. Estou reforçando a história para que eu possa falar de um caso semelhante que ocorreu no Brasil em 2013.

Bom, acredito que todos que acompanham o mundo do terror sabe que estou falando da casa mal-assombrada mais conhecida do mundo!

Mas o que tornou esta casa mal-assombrada?

Em 1974 Ronald Defeo Junior assassinou sua própria família a tiros após supostamente ter ouvido vozes que o mandaram fazer isso.

Mas esta não foi a primeira versão do assassino. Antes de dar este depoimento à polícia, Defeo disse que a família havia sido morta pela máfia (haja imaginação). Como a história não convenceu a justiça e a culpa de Defeo foi confirmada, ele foi convencido pelo seu advogado, William Weber, a modificar um pouquinho a história, o que fez com que o Ronald alegasse insanidade. Ao contrário do que ele esperava, alegação não foi aceita pela justiça americana e Defeo foi condenado a míseros 150 anos de cana. E foi aí que a história de terror nesta casa em Amityville se iniciou.

No ano seguinte, uma família acabou comprando a casa que foi cenário desta grande tragédia. O casal Lutz, mesmo sabendo do que tinha acontecido na casa há apenas um ano, decidiu comprar a casa que estava sendo ofertada por uma valor bem menor do que realmente valia. (para quem não sabe: Casas que foram cenários para mortes e/ou assassinatos nos Estados Unidos costumam ter seu valor bem reduzido devido à grande supersticiosidade do povo norte americano).

Até este momento a casa ainda não possuía nenhum livro ou filme lançado.
Logo no primeiro dia vivendo na casa, a família Lutz decide chamar um padre para benzer a casa e livrá-la dos “maus espíritos” que a habitavam. Mas logo ao entrar na casa, o padre foi atacado por muitas moscas e ouviu uma voz que dizia para ele sair da casa.

Após este episódio com o padre, aparentemente as coisas pioraram…e muito.

Os Lutz começaram a relatar que viam fantasmas na casa, portas e janelas fechando e abrindo sozinhas, barulhos de tiros durante a madrugada, mãos invisíveis os arranhando e ainda muitos ataques de moscas.

Estes acontecimentos “forçaram” a família a abandonar a casa após residirem nela por 28 dias.

Como os Lutz investiram um dinheiro muito alto na casa (mesmo com um preço reduzido), George Lutz, o marido, decidiu procurar o advogado Weber para que pudessem juntar a história contada por Defeo e os eventos vividos pela sua família para vender para alguma editora. Já haviam muitas editoras realizando propostas ao advogado para que pudessem escrever sobre os acontecimentos contados por Defeo. As histórias dos Lutz seria um complemento bem interessante.

Todavia, após reuniões com os Lutz, Weber acaba “metendo o pau” no casal, falando que o casal sempre se manteve muito tranquilo nas reuniões para quem acabara de vivenciar uma das histórias de terror mais famosas do mundo.

Mas se o William Weber estava envolvido na história e possivelmente ganhasse um pedacinho desse bolo de dinheiro, por que ele invalidaria a história dos Lutz?

Simples. Os Lutz decidiram abandonar o advogado e fecharam parceria com o escritor Jay Anson. Dá para entender o motivo da raivinha do Weber agora, né?

Através desta parceria se deu origem ao livro Horror em Amityville, que por sinal vem escrito em seu prefácio: “Os nomes das pessoas mencionadas nesta obra foram modificados para manter sua privacidade. Porém, os fatos e acontecimentos apurados são estritamente verdadeiros”.

Se era privacidade que os Lutz procuravam, ao menos demonstravam algo completamente diferente. Após o lançamento do livro eles nunca mais pararam. Viajavam frequentemente para dar entrevistas e realizar palestras. Aparentemente comprar esta casa teve um retorno financeiro bem significativo.

“Mas a vida é uma caixinha de surpresas” e mentira tem perna curta. Os Lutz tiveram que enfrentar alguns processinhos, entre os quais dois foram perdidos. O casal foi processado pelo advogado e por um morador da casa “mal-assombrada” que comprou a casa justamente para passar um cagaço e os processou alegando que nunca aconteceu nada, nem mesmo viu sequer uma mosquinha kkkk.

Após perder este processo, George mudou um pouco o rumo da história, dizendo que algumas partes do livro realmente foram aumentadas, como por exemplo o fato de sua filha ter um amigo imaginário e de sangue escorrer das paredes da casa, assumindo que essas partes eram mentira. Até mesmo o suposto padre atacado por moscas nunca havia colocado os pés dentro da casa. O pessoal faz de tudo mesmo para ganhar uma graninha.

Mas mesmo desmentindo algumas partes e a história caindo em muitas contradições, esta ainda era uma casa mal-assombrada muito famosa, e isso fez com que muitos mediuns e investigadores paranormais fossem a casa para comprovar a existência de algum mal naquela casa. Um desses visitantes foi o casal Warren, o casal de paranormais mais famosos da atualidade.

Todos estes que visitavam a casa afirmaram sentir presenças malignas dentro da casa. Até hoje Lorraine Warren afirma que a casa é mal-assombrada.

Em uma reviravolta muito maluca, Defeo faz uma declaração em 2002:
“Nunca ouvi vozes dentro da casa. Matei minha família pois era viciado em drogas e queria resgatar a apólice de seguros, que estava avaliada em 200 mil dólares.”

Esta declaração acaba reduzindo um pouco mais a veracidade da história, mas nunca ficou e nem ficará claro o que realmente aconteceu e acontece naquela casa.

E você? acredita que esta casa é realmente mal-assombrada?

E os crimes? Foram motivados por vozes ou Defeo apenas queria o dinheiro da apólice mesmo?

Logo mais estarei falando de um caso brasileiro que foi comparado a este caso de Amityville. Aguardem!!!

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