Drácula e Mina Murray – História vencedora do evento do dia dos namorados

Essa história foi criada por Sinistro e pela Darkness, os dois protagonistas da história são Dracula e Mina Murray do filme Drácula de Bram Stoker.

O blog scared.com.br parabeniza aos autores da história.

#LoveDead

Estados Unidos, Condado da Pensilvânia, século 15.

O olhar sanguinário e diabólico de um homem sem coração vaga nas florestas em direção a cidade, onde irá encontrar o que tanto almeja: sangue, mortes, dor e sofrimento. O seu nome é  Romeno Vlad Tepes (Drácula),  o cavaleiro rejeitado pelo próprio demônio que vaga na terra em busca de algo para preencher o seu vazio no peito.

Os seus passos rápidos na escuridão da noite que logo chegam até a cidade, sente o cheiro podre dos homens e o aroma ardente das mulheres, as belas mulheres que vagam sem destino nas ruas insensatas da Pensilvânia. Drácula, começa a caminhar em busca da sua primeira vítima, vai selecionando as várias mulheres que não sabem o perigo que estão prestes a encontrar. O cavaleiro da morte então encontra uma possível vítima, uma prostituta, ruiva, usando um lindo vestido azul escuro. Ele se aproxima da mulher colocando a mão em seu rosto, ela se encanta pela beleza do homem e logo lhe beija, o beijo dura por alguns segundos. Nesse momento o Drácula não consegue segurar o desejo por sangue morde a sua jugular fazendo a mulher perder muito sangue. Após se alimentar, Drácula sai do lugar deixando o corpo da mulher caído ao chão sem vida.

Alguns moradores da cidade encontraram o corpo da mulher e logo começam a gritar desesperados dizendo que o demônio se alimentou mais uma vez de uma pobre alma. Drácula começa a sair da cidade cobrindo o seu rosto com um capuz, enquanto caminhava olhou para uma esquina em meio à multidão e viu alguém, uma mulher. Essa mulher era radiante, extremamente bela, o coração do cavaleiro da morte bateu mais forte, ele nunca sentiu isso por ninguém. Uma paixão avassaladora consumiu o peito do demônio que nunca sentiu amor após sua morte. O demônio não suportou a tentação e se aproximou da mulher, foi caminhando lentamente, passou a mão em sua boca para limpar o sangue que ainda escorria da sua última vítima.

 

A mulher está sentada próximo de uma praça, onde as pessoas comercializam produtos e alimentos. O lorde da morte pega uma rosa entrega a mulher dizendo:

Drácula: Boa noite minha linda e bela dama, eu sou Romeno Vlad Tepes, pode me chamar de Drácula caso queira. O que você faz sozinha nessa noite fria e tenebrosa?

Mina Murray: Boa noite, bom estou apenas passando o tempo. – Disse a jovem recebendo à rosa que lhe fora dada.

Drácula: Não pude deixar de notar o quanto você é bela, a sua beleza ultrapassa o último suspiro de uma alma após a morte e as batidas fortes de um coração apaixonado.

Mina Murray: Obrigada pelo elogio e pela rosa, a propósito meu nome é Mina, Mina Murray, foi um prazer conhecê-lo, Senhor Tepes. – respondeu a bela jovem com um doce e amarelo sorriso.

Drácula: Costumas ficar aqui até tão tarde? Presumo que seu marido a aguarda neste momento preocupado.

Mina Murray: Não sou casada, costumo vir aqui para esclarecer as ideias, a noite sempre foi uma inspiração para mim, gosto mais de sentir os prazeres que este horário trás. Bom já ouvi falar muito no senhor, Senhor Tepes, acabou de chegar à nossa cidade, seja bem vindo, espero que esteja gostando de nossa comunidade.

Drácula: Um lugar bastante acolhedor, gosto daqui, o clima desta cidade e como todos são hospitaleiros.

O sol está começando a aparecer, o demônio sabe que não pode sentir a árdua luz. Drácula rapidamente se despede da sua nobre dama, ela se aproxima perguntando o porquê dele estar fugindo, Drácula não quer falar que é um morto vivo e apenas escapa. A mulher então diz:

Mina Murray: Podemos nos encontrar novamente em qualquer dia desses ou noite assim como o senhor desejar?

Drácula: quando o sol desaparecer e as trevas consumir o mundo junto com o luar eu estarei aqui novamente para lhe encontrar minha bela dama, espere por mim…

Drácula desaparece entrando na floresta volta para o seu castelo a tempo que o sol apareça iluminando todos os lugares. Drácula, cansado e apaixonado deita em seu caixão esperando a noite chegar para reencontrar aquela bela dama que conheceu em uma de suas noites de carnificina, o rosto de Mina Murray não sai de sua mente.

Finalmente à noite chega, Drácula está faminto desejando sangue e não consegue segurar a paixão avassaladora que está sentindo pela aquela mulher desconhecida sai do seu caixão e caminha em direção novamente a cidade.

Ele vai ao local que vira a sua nobre dama, mas a moça não estava lá, ele a esperou mas em vão. Sua fome aumentava, várias pessoas o cercavam e o cheiro metálico de sangue tomava conta daquela noite, por não se conter mais, Drácula procura arduamente por uma nova vítima e defere sua mordida mortal.

Por vários e vários dias o nobre e mortal demônio a esperava, sem êxito, ele a almejava e a desejava. Ele a esperou, quando estava prestes a desistir a nobre dama o aguardava. Ela estava segurando em suas mãos uma pequena bolsa e havia um largo sorriso em seu rosto.

Ele se aproximou e em um piscar de olhos, ambos estavam entrelaçados, se amando de uma forma carnal e voraz, e ali nascia uma grande paixão.

O amor proibido que a própria natureza rejeita, a morte e a vida se amam mais uma vez, reúnem uma paixão mortal. Drácula levou a sua bela amada Mina para que eles possam passear nas ruas da Pensilvânia. O seu coração batia forte e a mulher inocente desconhecia o amor que sente por um ser tão diabólico.

Chegaram ao lugar pelo qual as pessoas não caminham, naquela noite de verão, está tudo vazio, o brilho das estrelas, a luz do luar e o som das corujas cantando deixam o ambiente macabro. Drácula oferece sua mão pedindo a bela dama Mina para que eles possam dançar. Mina diz que não consegue dançar se não houver música, mas Drácula coloca a seu dedo nos lábios de Mina e fala sussurrando que o som dos seus corações irão guiar os passos.

Ele coloca a mão na cintura de Mina e a outra agarra o seu braço, deslizando para a pequena mão macia, os dois começam a dançar em meio ao luar. Os olhos sanguinários de drácula penetram a alma da moça apaixonada, os dois dançam majestosamente. Enquanto dançavam, por acidente, Mina cortou o pé ao encostar em um tronco de árvore que estava pontiagudo deixou cair sangue que escorre em seus pés.

Drácula ao sentir o cheiro do sangue e observar o líquido vermelho não pode segurar o seu instinto assassino. O seu coração ficou acelerado e as suas mãos trêmulas, sentiu um desejo enorme para experimentar o sangue da sua amada. Drácula lutava contra si mesmo para resistir ao desejo, suas presas apareceram e ele tentava esconder a dor e a tentação de um pobre demônio, sem escolha saiu correndo, fugindo do lugar deixando Mina sozinha, para não machucá-la. Ela não entendia o que estava acontecendo e Drácula sumiu desaparecendo novamente no escuro da noite.

O demônio que habita dentro no cavaleiro da morte estava feroz querendo sangue, o sangue da sua amada, ele já não estava conseguindo controlar o seu corpo, até que, enquanto corria. O amor que ele sentia não o deixava machucá-la, o desejo insaciável pelo sangue de Mina, provar aquele néctar. Ele conseguiria parar?

Drácula começou a escutar vozes, nota que um casal passava próximo dele, o desejo por sangue e morte bateu mais forte. A criatura sedenta, com olhos vermelhos e órbitas negras mais que a própria noite, com seu desejo por sangue avançou em cima do rapaz cravando as suas garras diretamente no pescoço, ele pôs suas presas para fora e com um desejo voraz e insaciável cortou a garganta e sentiu o sangue correr por suas mãos, o sangue doce e quente, descia pelas mãos dele, ele jogou a pobre alma ao chão e andou em direção a pobre mulher que estava em choque e paralisada de medo, ela tentou gritar, mas foi impedida por Drácula que agarrou sua boca, com um sorriso, seus lábios cheios de sangue, e em sua mente Mina estava o tempo inteiro, ele torceu o pescoço da pobre vítima e numa voraz mordida bebeu todo o doce néctar que o saciara.

Drácula, após ter se alimentado de sangue decidiu voltar ao local onde estava a sua amada. Ao chegar não a encontrou, ele realmente estava preocupado, as marcas de sangue ao chão, apenas conseguia sentir o cheiro do seu doce perfume.

O moribundo apaixonado começou a seguir o aroma pelas ruas da Pensilvânia até que finalmente encontrou o local onde o perfume estava mais forte. Era um casarão nobre, Drácula se transformou em um morcego e voou para casa, assim tentaria encontrar a sua amada. Quando olhou por uma janela teve uma surpresa que deixou o demônio sanguinário arrasado, sua doce amada estava beijando uma outra pessoa dentro daquela casa. Ela sorria para ele, enquanto as mãos passavam pelos cabelos, trocavam carícias.

A vontade de Drácula era entrar no imóvel e matar os dois por ódio, mas não podia chamar a atenção da população, que já suspeitara dele sobre as mortes dos últimos duas, e também porque a poucos minutos matou duas pessoas e o sol estava próximo de aparecer. Drácula saiu do casarão voando de volta para o seu castelo onde irá se deitar no caixão com o coração partido.

Onde havia amor, começou a ser invadido por uma vasta névoa escura de ódio, a pessoa que ele mais amara com outro, o obscuro monstro sentia a dor mais uma vez, não como quando ele havia morrido, mas a dor pior que um ser humano poderia sentir, a dor de um coração partido.

As rosas negras, no céu noturno, a lua apenas iluminava ao céu, seguida de vastas estrelas, Drácula caminhava pela floresta, voltara a lugares onde esteve com Mina e a cena daquela traição não saía de sua mente, realmente ele não sabia o que fazer, mal podia morrer, angustiado seguia apenas um caminho, o ódio reinava e o cavaleiro noturno ataca mais uma vez, dessa vez tão vorazmente que dilacerou a pobre vítima e arrancando o coração, se alimentou daquele sangue, mas não era ainda o que ele queria.

À noite então chega. Drácula salta do seu caixão ferozmente quebrando a tampa, o ódio que sente no peito faz com que os seus dentes trincar. Ele se transforma em um morcego e voa entre as árvores ao encontro de Mina no mesmo local que ela costuma o esperar. Quando finalmente o cavaleiro da morte encontra a sua amada, ela o esperava sentada e aparentando está cabisbaixa. Ao chegar próximo de Mina, antes mesmo que Drácula conseguisse falar algo, ela diz as seguintes palavras:

Mina: Querido, sinto que não podemos nos ver mais. Você sempre desaparece.

Drácula: como você pode brincar comigo?! Eu lhe dei o meu amor e você me traiu??? Me fez de idiota. Eu acreditei em você e isso não irá ficar assim!

Mina: Desculpe-me, eu pertenço a outro, não posso mais ser tua, o meu amor e fidelidade foste prometido a outro.

Drácula: as suas desculpas não mudaram o meu julgamento. Você será minha para toda a eternidade minha amada Mina!

Drácula agarra a sua amada e lhe leva amordaçando para que não gritasse. Ele a leva para o seu castelo onde pretende revelar o seu segredo, o segredo mortal que guardava. Quando chega no castelo, Drácula amarra a Mina em uma cadeira ele então diz:

-O meu nome é Romeno Vlad Tepes como você já conhece. Eu morri a 500 anos atrás, isso mesmo eu sou Imortal. Fui amaldiçoado após ter feito um pacto com o demônio e vago desde então na terra me alimentando dos vivos ao consumir o seu sangue. Agora que você sabe o meu segredo quero que você seja minha para toda a eternidade, vou lhe transformar em um vampiro e o nosso amor durará para todo o sempre! As presas do vampiro apareciam e os olhos de Mina lacrimejavam com o medo.

Enquanto Drácula revelava o seu segredo sombrio, mal sabia que o marido e verdadeiro amor de Mina Murray estava chegando no castelo, ele havia descoberto o romance dos dois, o homem estava disposto a salvar a sua amada das garras do demônio sanguinário. O herói entra no castelo armado com uma espada, começa a procurar por ela em todos os lugares, até que chega em uma sala enorme, escura, quando observa ao centro vê Mina amarrada em uma cadeira. Ele se aproxima dela e corta as cordas, mas antes que conseguisse fugir Drácula aparece repentinamente dizendo que eles não irão a lugar algum.

O homem saca sua espada apontando em direção a Drácula com as mãos trêmulas, o cavaleiro da morte pega uma outra espada de uma armadura que estava no canto da parede. Os dois começam a lutar, uma luta intensa com o objetivo de ficar com a bela Mina Murray. Drácula mais forte e imortal consegue desarmar o seu oponente e logo em seguida crava a sua espada no peito do homem que morre imediatamente.

Mina fica desesperada ao vê o seu verdadeiro amor caído ao chão morto pelas mãos de um monstro, ela corre em seguida até o seu amado ao chão. Em lágrimas ela abre a boca para falar, berrando de ódio:

Mina: Como pode fazer isto! O meu amor verdadeiro e agora está ao chão, seu monstro.

Drácula: Eu não acredito em suas palavras, o nosso amor foi verdadeiro! Quando eu lhe transformar em um morto-vivo saberá o quanto é prazeroso se sentir se poderoso e imortal. Poderemos nos amar sem nunca ter que envelhecer.

Drácula joga a espada que havia matado o marido de Mina, se aproxima dela, ela dá passos para trás assustada. Drácula, então, chega ao seu encontro lhe agarra contra a parede e ela então chora pedindo para que ele a matasse de uma só vez, não quer viver como uma morta-viva. Drácula olha nos olhos da mulher e sente compaixão. O cavaleiro da morte se ajoelha não suportando o sofrimento da sua amada. Mina Murray se aproveita desse momento, pegar a espada do chão e corta a cabeça de Drácula fazendo a criatura morrer, corre até o seu amor verdadeiro que defere suas últimas palavras:

“O AMOR QUE SINTO POR TI SERÁ ALÉM DA VIDA”

E assim acaba essa história de amor movida por traições, mortes, sangue e um final bárbaro. Um triângulo amoroso, de uma bela mulher que dividia o seu coração com um mortal enganado e um demônio apaixonado.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *